21.5.12

Uma fotografia por dia... nº 2615

MFC - Pé de Meia
Porto, Cadeia da Relação, 2011
Proibição... é a primeira palavra que me assalta ao ver esta imagem. Não gosto de proibições, já que de imediato me vem o impulso ou a ideia de as transgredir. Sou um libertário e sinto a hierarquia como opressora. O Homem tem a noção do dever inscrita em si, não necessitando da brutalidade da imposição.

Até dia 29/05 estarei impedido de retribuir as vossas simpáticas visitas.
Até lá o blog sairá conforme agendamento programado.

32 comentários:

Margarida Alegria disse...

Mais uma foto muito boa e expressiva!
Também detesto proibições! Elas foram cradas para os bandidos e os que não têm noção de nada, mas quem se vê tantas vezes limitado por elas são os outros, os inocentes.
Bjs

Mona Lisa disse...

Detesto proibições(sou do contra), reconhecendo que moderadamente(com ordem , justiça e liberdade) são necessárias, pois evitam a anarquia/desordem.

Hierarquia existirá sempre! pensar o contrário é utopia!

Uma foto FANTÁSTICA, onde senti o fim de algo...uma porta que se fecha!

Beijos.

João Menéres disse...

Eu não quero viver num país onde os crimes de colarinho branco ficam impunes, graças a advogados que protelam os julgamentos até à prescrição !

Eu não acredito na utopia de que > O Homem tem a noção do dever inscrita em si, não necessitando da brutalidade da imposição. <

Um abraço.

Reinadi Sampaio disse...

"O Homem tem a noção do dever inscrita em si, não necessitando da brutalidade da imposição".

Também não suporto imposições... sei dos meus deveres... A consciência de cada um, que se pronuncie...

Um beijo fraterno.
Flor.

Juliana Lira disse...

odeio proibiçoes também...

Milhoes de beijos

Dri disse...

Gostei!

Fatyly disse...

Concordo contigo porque sei dos meus deveres e obrigações...o que escapa a muitos e em vez da liberdade teríamos uma anarquia, porque infelizmente nem todos "têm a noção do dever inscrita em si".

Dou-te um exemplo relatado pela filha numa ida em serviço: algures na Dinamarca deparou-se com uma enorme tabanca com a maior diversidade de legumes. Todos com o respectivo preço e uma caixa onde se deveria pôr o valor do produto. Ninguém a vender. Várias pessoas levaram o que queriam e deixaram o respectivo valor na dita caixa, incluindo alguns anotaram num papel, somaram e também o deixaram na caixa.

O que fariam por cá?

João Menéres disse...

Era o bom e o bonito, FATYLY !

Um beijo.

Margarida Belchior disse...

... a brutalidade é a brutalidade - uma enorme violência!!

... perante uma porta assim, pintada com tanta criatividade, só me aguça a curiosidade de ver o que há do outro lado ...
:-))

Beijinhos grds, curiosos

Naná disse...

Adorei a foto, mas a palavra que veio à cabeça foi obstáculo!
Que logo tem que ser ultrapassado!
Beijinhos

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

É proibido proibir

João Mourão disse...

Sem dúvida. Qualquer caos tende naturalmente para a ordem. A excepção por factos não percebidos não perdurará. E convencerem-me que isto das regras e das leis e das prisões, nada mais é do que uma classe minoritária a defender-se daqueles a que chamam de turba, de povo... de medo.

Janita disse...

Uma coisa é a imposição brutal, outra é a necessidade de manter a ordem na sociedade.
Não acredito que toda a gente tenha a noção do dever inscrita em si. Se assim fosse, o mundo seria um Paraíso!

Agora noutra dimensão...
quando oiço a palavra "proibição", lembro-me de Neruda:

"É proibido chorar sem aprender
Levantar-se um dia sem saber o que fazer...

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer."

E agora digo eu: é proibido deixar morrer sorrisos e afastar-se por muito tempo dos amigos! :-)

Desejo tudo de bom, por aí.

Beijinhos.

Anna^ disse...

Uma foto carregada de tanta história!

Justine disse...

Pois a mim lembra-me o Portugal amarrado em que estamos a (sobre)viver...

addiragram disse...

Gostei imenso desta foto, em especial por esta estranha e bela combinação de cores.

Maria de Jesus Lourinho disse...

Luz e sombra, vibrante e ameaçador. A vida num portão.

Pérola disse...

Muito me contas, então consideras-te: Libertário! E anárquico, és?
De qualquer das formas a hierarquia faz parte da natureza sob muitas formas, pode até ser libertadora, conhecendo os papéis desempenhados.
Hoje estou do contra, deve ser da tua inspiração!
Também não concordo que o homem tenha a noção do dever inscrita em si. O Homem 'selvagem', se existisse, nunca consegiria viver numa qualquer sociedade, das mais simples às complexas. Precisamos da componente educação, socialização, sem a qual não teriamos ferramentas para perceber até os conceitos tão básicos como o bem e o mal, pois como todos estas definições são relativos, subjectivos e ajustados a cada sociedade,a aprendizagem é obrigatória.
O teu ferrolho lembra-me: proteção das invasões quer de ladrões quer de outra ordem. Não é engraçado como vemos coisas diferentes olhando para o mesmíssimo objecto?
Um beijo.

Existe um Olhar disse...

Proibido ousar, proibido sonhar, proibido inovar, proibido tentar abrir portas que só se abrem para uns e não sei porquê ao ver esta porta trancada apetece-me transgredir e descobrir uma janela por onde possa saltar.
Há homens que têm a noção do dever inscrita, nem todos, nem todos...

Beijos
Manu

lis disse...

Deveria ser assim manoel- "o homem TER a noção do dever inscrita em si..." pois quando lhes falta o fundamental- a educação moral e cívica ,há de se ter um prumo.
Tal povo, tal lei.
Essa imagem é forte e real nos tempos atuais.
Meu outro olhar - não vi só proibição vi muito o medo e a violência.Talvez porque sinta,de perto!
abraços amore

Remus disse...

E porque não protecção?
Porquê não ver as coisas boas, em vez de ver as más?
:-)

A Luz a Sombra disse...

Alguns... outros não!
Eu sei que a violência é a mãe da violência, mas a liberdade sem leis é uma grande utopia...|
Era bom que fosse como gostaríamos.
Eu não gosto deviolência, mas conheço alguma coisa sobre ela.

O Puma disse...

... a menos que seja o Relvas

a bater à porta

Paula Nogueira Guerra disse...

Porque tudo o que abre ... fecha!

Manuel Luis disse...

Casa roubada, trancas a porta! E assim surgiram.
Alguém perguntou! Acredita em Deus? Então porque tranca a porta?
Liberdades modernas.
Antes usava-se a tramela.

João Menéres disse...

MARGARIDA

Lá dentro, está ACTUALMENTE, o
CENTRO PORTUGUÊS DE FOTOGRAFIA
onde já expuz...

Um beijo.

Graça Pimentel disse...

Bonita aldraba e bonita fotografia.
Que bom que era se todos os homens tivessem "a noção do dever inscrita em si". Os portugueses precisam mais de ética do que de pão para a boca...

Beijos

luisa disse...

Gosto muito desta foto. Não fosse a legenda esclarecer-me sobre a imagem e o meu primeiro pensamento seria "mistério"... não proibição.

Eli disse...

Para mim, este tipo de foto(s) tem muito significado!

Paranoiasnfm disse...

Concordo...
Aliás, lá está... o fruto proibido é sempre o mais apetecido. :)

Menina no Sotão disse...

A minha palavra e restrição e nesse caso,já me leva de encontro a desenhos muitos. Possibilidades varias. rs

Bacio

Elisa T. Campos disse...

E essas trancas são comuns aqui.
Dá uma falsa idéia de segurança.