25.1.12

Uma fotografia por dia... nº 2498


MFC - Pé de Meia
Porto, Claustro da Sé, 2010

É notável esta interpretação da Pietá. Ela simboliza a dor de uma mãe que perde um filho. Até aqui nada de excepcional. Só que o artista inverte a cruxificação e cruxifica a mãe para melhor ressaltar a sua dor pela perda do filho... Absolutamente notável, a meu ver, esta interpretação.




25 comentários:

Mona Lisa disse...

Uma interpretação real!

Uma dor impossível de ser dimensionada.

Um pormenor SOBERBO que, só a um olhar sensível e atento como o teu, não escapou!

Parabéns pelo post!

Bjs.

Marly Bastos disse...

Sr Pé de Meia, eu diria que essa é uma das fotos mais lindas que postou e eu tive oportunidade de ver. Realmente uma interpretação da dor maternal de forma admirável.
Beijokas doces e mais uma vez votado. Já ganhouuuuuuuuuuuuu!

Margarida Belchior disse...

... a dor, essa como qualquer outra, só quem por lá passa lhe sabe o gosto ...
... uma liiindíssima fotografia de uma interpretação também muito bonita!!

Beijinhos p'ró fotógrafo
:-))

:.tossan® disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eclipse com Amor disse...

Sem dúvida um pormenor que já tinha reparado e é verdadeiramente notável.

Bjs Lua

Eclipse com Amor disse...

Sem dúvida um pormenor que já tinha reparado e é verdadeiramente notável.

Bjs Lua

:.tossan® disse...

Notável mesmo a percepção e inteligencia do escultor. É a sensibilidade e picardia do fotografo
que está sempre atento. Abraço.

Lacorrilha disse...

Já andei tanta vez por aquelas bandas e nunca prestei atenção nisso.
Despassarada, eu.

Canto da Boca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Canto da Boca disse...

A alteração "dos papéis", tentando dimensionar esse amor incondicional que é o materno, tanto quanto sem dimensão é a dor de uma mãe que ama!

Vou fazer um pedido: fotografa aquele Cavaleiro Medieval que tem ali, à entrada da Sé, quando se vem da estação São Bento; e também a Torre dos Clérigos, daí mesmo desse pátio?

Você sempre nos trazendo o seu olhar minucioso sobre o mundo!

Beijo grande, Manel!

;)

© Piedade Araújo Sol disse...

notável.

Beij

Naná disse...

Mfc, sem dúvida uma forma de ilustrar uma dor que nunca quero vir a conhecer!

Fatyly disse...

Que nunca venha a conhecer essa dor

e ai mfc mas tu só andas agora à volta de claustros ou obras tão feias pá? eu olho para ela e não a vejo crucificada, vejo-a sentada e com os pés apoiados...ai meu jesus ca raio, ora é o que eu digo...a mesma coisa pode ter várias interpretações.

Gostei da tua reflexão mas da foto... jamé e dou-te um beijinho para não ficares triste:)

Paula Barros disse...

E me chama a atenção a sua interpretação, a sua observação, e trazer para nós, para mim. Parabéns!!!

Tanita disse...

Diria que teria sido uma mulher a expressar tão bem esta dor. Uma mãe NUNCA deveria enterrar um filho, é anti-natura. Nem me atrevo a pensar na dor.
Em relação à Pietá, já estive a metros dela e adorei, apesar de um chinoca insistir em fazer de mim tripé para a sua machine, e aí foi um bocado desagradável. Bj**

Existe um Olhar disse...

As coisas que se aprendem e vêem por aqui!!! Gostei de saber.

Beijos

Justine disse...

Belíssimo! Apetede-me ir ao Porto já, vê-la ao natural:))))
Obrigada pela "dica"!

Reinadi Sampaio disse...

Não existe régua nem compasso que possa dizer a profundidade da dor de uma mãe ao perder seu filho...


" Pedaço de mim

(Chico Buarque)

Ó pedaço de mim, ó metade afastada de mim
Leva o teu olhar, que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento, é pior do que se entrevar.

Ó pedaço de mim, ó metade exilada de mim
Leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais.

Ó pedaço de mim, ó metade arrancada de mim
Leva o vulto teu, que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu.

Ó pedaço de mim, ó metade amputada de mim
Leva o que há de ti, que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada no membro que já perdi.

Ó pedaço de mim, ó metade adorada de mim
Lava os olhos meus, que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo a mortalha do amor, adeus."

(1977-1978)

_______________
Um grande abraço fraterno e beijinhos meu amigo,
Flor.

Janita disse...

Manel, devo-te um duplo agradecimento!
Por me dares a conhecer esses magníficos monumentos da Sé do Porto, que lamentavelmente não conheço, e por partilhares esses teus olhares, envoltos em textos de tão grande sensilidade.
Notável o trabalho do escultor e notável a tua apreciação.

Mais uma vez, estás de perabéns.

Muitos beijinhos...por tudo!

O meu pensamento viaja disse...

Eu, tripeira de gema, passei e não vi. Vergonha!
Muito tocante.
Espero que a ameaça se concretize e que nas tuas varandas desabrochem florestas.
Beijo

A Luz a Sombra disse...

Maravilhosa esta imagem!
Mostra bem como o escultor viu a dor da mãe que assiste à crucificação do filho.
Belo olhar o teu!

maceta disse...

é mesmo, amor supremo...

Menina no Sotão disse...

Eu não gosto da cruz, confesso. Não sou cristã e confesso duvidar de muito de seus símbolos, mas está imagem é de uma singularidade fantástica. bacio

Remus disse...

Pormenor bem visto.
A mim, acho que passaria despercebido.

manuela barroso disse...

Mãe e Filho.
Amor e dor em corações inseparáveis.
Tocou-me esta tua sensibilidade numa foto comovente, só possível com os teus olhos perguntadores.
Bji