11.11.05

Musgo Mulher


Mais um desafio da Maria do Rosário e do Escritor Famoso, desta vez com poemas. Devo dizer que NUNCA fiz um poema e muito menos o publiquei. O mote do poema exige a escolha de uma foto posta à disposição pela MRF, tendo escolhido esta. Vão lá que ainda há fotos disponíveis e vão muito a tempo de enviar os originais.
Desculpem, pois, qualquer coisinha!

Tu és humus, fermento,
És sorriso franco, alento,
Deixa-me ver-te... olha para mim!
Carícia de ti, apetecer sem fim,
Odores primitivos são lenitivos...
Sabores lascivos, sentidos vivos,
Em ti, tudo nasce e medra
Crescendo-te como a hera.
Mas diz-me... como te chamas?
Conta-me? A quem amas?
Donde vens? De longe ou perto?
De sul, de norte ou do deserto?
Em ti que brotam as fontes!
Tu que te estendes sobre os montes...
Vem ter comigo, Musgo Mulher.
Dá-me tudo que eu quiser
E que queiras também.
Anda, dança, canta, vem,
Vestido meu o acobertado teu,
Teu corpo tapando o meu.
Solta-me deste ser bisonho...
E que tudo não seja parte de um sonho!

1 comentário:

Kalonge disse...

Tudo nasce e medra em qualquer coisinha. Pelos vistos com prazer.
Passo...