Os dias cresceram... Estamos no meu tempo! Mas porque carga de água será que o meu tempo não o é todo o ano?! Com certeza que não é o tempo que estará errado, mas sim eu! Que se lhe há-de fazer?!
Há uma sensação de descompressão quando vamos afoitamente por esse interior adentro. Acho que não irei acabar os meus dias senão nesse interior que cada vez me chama mais e onde me sinto perfeitamente acolhido e depois... virei de férias (curtas) à cidade!
A cidade há muito que perdeu o seu encanto, a que acrescento a qualidade de vida. Encanto e qualidade de vida que se encontram onde sempre estiveram, ou seja no campo. A cidade é uma construção que se tornou numa catástrofe onde a impiedade, a assimetria e a desconformidade foram levadas ao limite.
As flores destinam-se à nossa admiração e a demonstrar a singular admiração (o amor é uma forma de admiração) que temos por alguém ou que alguém tem para connosco. Nessa acepção ela perde a sua razão de ser vegetal e alcança o patamar de um simbolismo anímico ao poder transmitir sentimentos.
Os passeios também servem para nos recordarmos deles. O passeio continua muito para além de ter sido realizado. O passeio é um itinerário ininterrupto na nossa vida. Começa antes de ter começado no seu planeamento e perdura depois nas nossas memórias.
No dia da Liberdade a imagem de um simples tarrote cá da terra! Acho que é identificável e que referencia bem a ideia que se quer celebrar neste dia. A Liberdade nunca está conquistada. É um processo contínuo e quem pensar o contrário... engana-se.
No melhor pano cai a nódoa. Frente à Casa Alves permitiram os poderes locais que fosse construído uma cobertura inestética para um tanque comunitário. Não discuto a necessidade e a sua utilidade. O que discuto, e parece-me óbvio, é que a sua localização é um perfeito desastre, desfeando uma das mais significativas casas da aldeia!
Este é um ribeiro lindíssimo que atravessa toda a freguesia e onde apetece molhar os pés em qualquer época do ano dada a limpeza das suas águas! Ladeando-o existem uns trilhos de BTT com pequenos passadiços que ora atravessam o ribeiro para a esquerda, ora para a direita!
Junto à capela de S. Mateus encontrei esta folhagem fantástica com umas cores únicas. Ficaram-me lá os olhos e são-me poucas as palavras para dizer o que o lugar representa para mim hoje. Já lá voltei a parar o carro, mas não consegui encontrar o lugar onde namorei ( a palavra é a certa) com estas cores!
Cabroelo, entre outras particularidades, tem como ex-libris as suas eiras de xisto que são praticamente únicas na região. Nunca pude imaginar a importância que daria a esta aldeia depois de bem lhe conhecer a história e tudo que a envolve...