Quase quase a última réstea de sol deste dia! Depois ainda surgem inúmeras cambiantes de cores e de luminosidade. É um contínuo espectáculo diário em que é apenas preciso assomar à varanda e fazer vários cliques...
É um prazer toujours contínuo ver a beleza a transmutar-se semana a semana. Raramente nos vemos mais que uma vez na semana, mas o encontro é sempre único, sorridente e agradabilíssimo. Fica aqui mais uma imagem desse encontro fora dos olhares dos demais.
Já aqui editei fotos de jarros, mas desta vez o que me chamou a atenção foi a luz rasante de um fim de tarde que lhes dá um tom acolhedor e diferente... uma patine que os torna mais atraentes ao meu olhar.
Pois cá estão elas de novo. Hummm... um óptimo sinal. São o belo efémero... E não será a característica principal do belo a sua total efemeridade?! Não diz o ditado... que não há bem que não acabe?! É que a gente só retém a primeira parte do ditado que é a que nos é esperançosa... não há mal que sempre dure!
A questão do emprego do artigo não é indiferente. Tanto posso dizer este é um caminho, como direi este é o caminho. E ao dizê-lo, digo coisas diferentes. Na primeira frase há uma atitude de alguma indiferença, já na segunda há uma indicação de pertença, de uma comunhão voluntarista. Esta última é bem mais impressiva.
Saramago escreveu o romance Levantado do chão em homenagem àqueles que não se domaram e que lutaram. Esta árvore portentosa ergue-se da terra com uma verticalidade que nos espanta e que vai rareando na sociedade, mas ainda não na natureza!
Esta paisagem com esta patine nebulosa, faz-me lembrar os lindos cenários daquelas séries britânicas de imensa qualidade, que nos preenchiam os serões ao sofá aqui há uns anitos. Foram séries que marcaram uma época. Depois... depois estragaram tudo com as telenovelas.
Delicadamente frágil e lindo. Eis que os brotos emergem da planta, com a graça de quem é pequeno, precisando de alguns cuidados suplementares para não se perder. Esta fragilidade sempre delicada é sempre algo que nos toca... e nos comove!
Já perdi a conta das vezes que fui até Castelo Novo. Há lugares, onde sem sabermos a razão, nos sentimos especialmente bem. Não sei se tem a ver com geo qualquer coisa... Mas a mim não me interessa a razão. Interessa-me é que lá me sinto bem e que voltarei.
É conhecida a minha afeição pelos cães e chego-me a eles, quer sejam conhecidos ou não... mas nunca por nunca quando se sentem ameaçados, pois aí defendem-se... atacando. A sua única função era defender aquele território e faziam-no como uns valentes! Apreciei-os. Gosto de gente valente!