A tempestade vira sempre bonança, diz o Povo e é verdade! Mas, por vezes, os estragos entretanto feitos são de uma dimensão tal, que a bonança apenas vem evidenciar que a procela atingiu o efeito pretendido...!
Hoje tive a sorte, e o prazer, de ter reencontrado uma velha amiga. Ahh.. que tempos esses! Demos um abraço lindo... Vou cometer uma indiscrição. Nem por sombras imaginam quem terá sido, pois não?! Foi... a palavra lampeira! Que saudades!
Ao jantar tive uma "discussão" gira... Discutíamos o tempo, afirmando eu que o presente era a insistência e a permanência e que sempre estaremos no presente, já que o futuro não existe, pois o passado conhecêmo-lo, o presente vivêmo-lo e o futuro será sempre, mas sempre, uma abstracção!
Tudo hoje é pedido e prometido para ontem! Estamos num tempo pérfido em que não há tempo para se ter tempo. Não nos é permitido sequer dizermos que prezamos o descanso, pois isso é contrário... à economia. E, digo eu, é contrário à espécie humana...!
A situação anedotária, praticamente real dado o grau de refractário à cultura deste governo, sobre o tema do momento (por José Gabriel no blog Aventar):
Pergunta o passos: Não percebo o que se passa. Quem é esse tal Miró?!.
O secretário de estado da cultura descansou o 1º ministro, garantindo-lhe que ia investigar.
NOTA: passos e secretário de estado escrevem-se obviamente com letra minúscula!
Quem me segue há uns anos conhece a razão desta foto...! Em primeiro lugar tenho um fraquinho enorme por cães. Em segundo lugar esta (ou este...) parece mesmo priminha da minha Micas! Que saudades!
Estes tipos até vendiam a mãe ... se desse algum dinheiro!
A Procuradoria Geral da República informa que o Ministério Público, após ponderar a
exposição apresentada por um grupo de deputados, e ao abrigo das suas competências no
âmbito dos Tribunais Administrativos, decidiu dar entrada a uma providência cautelar com
vista à suspensão da venda do acervo de obras de Miró.
Parece-me que as notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas, dizia com ironia Mark Twain. E por isso mesmo persisto em viver e a ir vendo por aí coisas lindas! Haverá coisa melhor que ver coisas lindas...?! (Claro que há, mas não é este o lugar para tratar disto!)
O presidente da ANS avisou que as armas “letais” dos militares não podem ser usadas levianamente nem com um espírito de aventureirismo, mas defendeu não poder baixar os braços nem desistir de procurar as medidas que podem levar à mudança.
Isso é com a força dos cidadãos, com a sua consciência. Por isso temos de fazer e tudo o que tivermos de fazer para o despertar de um povo que está um pouco letárgico.
É muito grave que deputados da Nação, nomeadamente os dos partidos que apoiam o Governo, digam que é preciso recuperar a soberania.
Eles próprios admitem que puseram em causa a soberania e isto não é uma atitude ligeira. Temos de despertar para isso.
Uma mata dizimada como muitas que podemos ir vendo por esse país fora! Um país de incendiários de matas e de incendiários de pessoas! Um país em que os Torquemadas mandam... Não haverá por aí remorsos de terem eleito estes desgraçados que nos governam?!E já agora de voltarem a eleger, dentro de um ano e pouco, aqueles que são iguais a estes?!
A vida medra onde quer que seja! Este não é um elogio da pobreza, mas da aurea mediocritas, isto é, um elogio da simplicidade como muito bem era apelidada pelos antigos latinos! Fruir com justeza e simplicidade é o que se pretende.
Que farei amanhã?! Sempre a obsessão do calendário! Sempre a obsessão de projectos! E porque não viver o dia de hoje?! Esse é que é o futuro. O momento é o futuro, que nos é permitido viver, não tenham dúvidas disso... A vida é breve, muito breve mesmo!
Brincar e saber brincar é importantíssimo em todas as fases da vida e não se pense que a seriedade da vida é incompatível com uma em que este aspecto possa ser descurado. São oportunidades que devem ser constantemente construídas e vividas.
Ramos... estradas por onde passa a vida! Parece que está tudo inerte! Oh, pura ilusão! É apenas tempo de ganhar novas forças. Em breve tudo renascerá e veremos como é ilusória esta morte aparente! Dentro de uns dias apenas...!
As árvores morrem de pé é uma peça de teatro que foi lindamente interpretada pela D. Palmira Bastos, uma actriz inesquecível do nosso panorama artístico. Ela também manteve uma dignidade enorme até ao fim da sua vida. Esta é uma pequena homenagem merecida que me ocorreu ao ver estas lindas árvores!
As camélias são como a juventude... florescem cedo! Todavia são flores delicadas, tanto quanto é delicado o estágio na juventude e adolescência. Há uma efemeridade coincidente nestas flores e naquelas idades...
Gosto de terras que protegem e apoiam os seus artistas! É uma atitude que só enobrece quem está à frente dessas instituições e que, contra tudo e todos, prossegue na afirmação daquilo em que acreditam, independentemente de benefícios pessoais!
Vícios privados, virtudes públicas... todos os temos até ao tutano, só que não os confessamos! Mas pensam que está errado?! Naaaa... todos temos direito às nossas pequenas e saborosas prevaricações ( sem exposições desnecessárias)! Eu disse todos, notem bem.
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Não tarda nada e tudo vai recomeçar a florir! Um sorriso que a natureza abre todos os anos para nós... Os dias crescidos é que são bonitos! A vida é breve e toda a beleza é efemera! É obrigatório estarmos atentos.
Um coreto lembra música e as suas escadarias sugeriram-me o Stairway to Heaven dos Led Zepplin. Bem... não será uma questão de boa memória, mas talvez uma questão de alguma idade!Mas concedo, também é uma questão de alguma boa memória... selectiva!
Esta é uma fotografia de formas e volumes! Ao olharmos para ela apercebemo-nos da sua importância e equilíbrio em fotografia. Conseguir essa harmonia é o desejo de qualquer um que goste de fotografar.
Há variadíssimos lugares onde podemos encontrar uma profusão de megalitos, mas não tão belos e tão bem colocados como aqui! Imaginem-se as forças colossais que há milhões de anos construíram este cabeço tão lindo!
(e acrescento eu, embora agnóstico, que nem a oposição(?!) que vai substituir estes meninos o deveria fazer... pelas mesmíssimas razões, já que são igualzinhos!)
A passagem pela Penha é praticamente obrigatória, sempre que me desloco para aqueles lados! Um passeio por ali, faz-me sempre bem. Acabo por encontrar uma nova perspectiva que me encanta e trazê-la para casa na máquina fotográfica...
Sei perfeitamente que é uma manifestação de egoísmo ( e quem é que o não é?!), mas não resisto à tentação de afirmar que é no Inverno que a praia é nossa! Nossa no sentido que nos conseguimos na perfeição entrosar com ela sem quaisquer perturbações...
Um dos pequenos bons prazeres da vida é, sem dúvida, passear descalço sobre a areia molhada! Era ver o agrado daqueles miúdos pelo gosto que os pais lhes proporcionaram... E lá foram os cinco despreocupados pela praia fora!
Precisávamos cá do mesmo... mas também poderia ser junto à casa do Passinhos...!
O descontentamento contra a atuação do Governo levou um homem a despejar, nesta madrugada, várias toneladas de estrume de cavalo, que transportou num camião, em frente ao Parlamento francês.
Não, não é Copacabana! É mesmo na minha terrinha em pleno Janeiro...! Mas não é de admirar, pois estes maduros fazem isto todo o ano. Invejo-lhes a preparação física, já que ficam ali horas apraticar footvolley.
O autor de temas célebres como ‘A Tourada’ teceu duras críticas ao Executivo, referindo: “É muito provável que aproveite estes últimos anos da minha vida, porque não os quero consumir aqui. Eu não quero, eu não aceito esta gente, não aceito o que estão a fazer ao meu país. Não votei neles, não estou para ser governado por este bando de incompetentes.”
Poucos saberão que ele é, pelas suas próprias palavras, um humilde filho da Póvoa de Varzim onde cá tem uma estátua. Desde pequenito que por aqui andei, ou não fosse aqui, neste jardim público, o recreio da minha escola primária! Depois, uns anos mais tarde, comecei a lê-lo e a admirá-lo.
Há associações de ideias que se não explicam! Já passei centenas de vezes, para não dizer milhares, por este coreto e desta vez tive a sensação que ouvia o Tema de Lara do filme o Doutor Jivago... e sorri ao recordar!
A minha terra é o Menino d'Oiro do Zeca Afonso, os Verdes Anos do Paredes, a Canoa do Carlos do Carmo, o Deixa-me Rir do Jorge Palma, o Cavalo à Solta do Tordo, a Nini do Paulo de carvalho, a Amélia dos Olhos Doces do Carlos Mendes, o Xico Fininho do Rui Veloso, o Sei de um Rio do Camané, o Há Festa na Mouraria da Amália e o Somos Livres da Ermelinda Duarte...
Árvores bonitas que fazem companhia ao entardecer dos pássaros! Neste dia de Dezembro o parque estava lindo demais e como chovia não estava lá ninguém... Sentia-se por ali o silêncio. Apenas as folhas iam caindo, atapetando o chão.
Este é um desporto em franca expansão. Para onde quer que vá por esse país fora encontro-os com as suas bicicletas a percorrerem trilhos fantásticos! Hummm... sim, era bom sim que o mito do eterno retorno não fosse um mito!
E o velho Camelo continua imponente nos penedos da Piscina, apesar de afogado em cada maré alta! Porém, estoicamente lá aguenta indiferente às investidas do mar! Ou serão apenas meiguices e carinhos os abraços a cada maré, como de velhos namorados se tratasse?!
À vista de uma igreja logo me ocorre a palavra proibicionismo! Chegam até a tentar coartar os nossos pensamentos, pois também se peca (dizem eles...) por pensamentos!!! E o proibicionismo nunca levou a lado algum a humanidade... É só olharmos a História e tentar percebê-la.
O indicador e as mensagens (e acções) múltiplas de que ele é apanágio! Será o nosso dedo mais usado? Não sei... mas sei que o mais importante é sem dúvida o polegar. É o único oponível aos outros quatro e é privilégio apenas dos mamíferos superiores, nos quais alguns sociólogos nos incluem!!!
Tive a sorte de ter sido ensinado a que devia ver além da realidade, isto é, além daquilo que nos é permitido que vejamos... e tenho tido a felicidade de ter conseguido alguns momentos fantásticos! Olhem para este esqueleto de ouriço e subam até ao mais alto da montanha!
Qual é a principal diferença entre frustração e desespero? Frustração é quando você pela primeira vez não consegue dar a segunda... Desespero é quando você pela segunda vez não consegue dar a primeira...
Gosto de estar só, mas o isolamento incomoda-me. Nem sempre preciso falar, mas necessito de companhia. Saber que está ali alguém... O movimento na casa agrada-me e nem sempre isso é entendido. Não há dúvida que somos seres complicados... ou que complicamos tudo!
E eis-me transportado para os contos de terror da minha infância! Estão surpreendidos?! Então o Peter Pan, A Bela Adormecida, a Cinderela e a Gata Borralheira não eram verdadeiros filmes de terror?! O que a gente sofria a bom sofrer até que o o happy end chegasse... E o Capuchinho Vermelho era um verdadeiro sufoco, não falando já do João Ratão!
Aquela profusão de cores, em tons de verde, chamou-me a atenção e a primeira sensação que tive é que se tratavam de algas marinhas penteadas pela maré! Olhei melhor e sorri. Afinal estava numa mata lindamente arranjada e a 60 km dos sargaços da minha terrinha...!
Emocionámo-nos quando vemos reconstruídos engenhos da nossa infância! Dizem que é o mito do eterno retorno... Concordo, mas rejeito o epíteto de mito, pois entendo que é uma pulsão forte, bem real e ecologicamente sadia.
Medas de palha... forragem para os animais! Há aqui um retorno claro aos saberes tradicionais e a um regresso salutar a uma racionalidade, que as indústrias alimentares vorazes tornaram obsoleta, mas que a crise tornou de novo possível. Pena foi que a necessidade a isso tivesse obrigado, em vez de ter sido uma opção voluntária!
Eis que, pela magia das datas, chegamos a um novo ano! Porém o ontem continua a condicionar-nos. O ontem não deixou de existir e o amanhã acontece sempre a cada novo acordar. O ano novo é apenas uma construção dos homens, não tendo nada que o suporte de uma forma efectiva. Os dias continuam a suceder-se indiferentes a estes marcos.