Até dia 22 estarei fora, porém o blog continuará a sair de forma programada, mas não poderei retribuir os comentários.
Gosto muito de todos. Abraços para quem é de abraços e beijos para quem é de beijos.
Que realidade é que os espelhos nos revelam?! Será que a imagem reflectida corresponde ao objecto que está diante deles?! Na melhor das hipóteses não passa de uma imagem... logo de algo irreal! Bem... vou ver-me ao espelho e já volto.
Isto é ouro sobre azul para as religiões. Não fora a morte e não teriam razão de existir. Vivem do temor (desnecessário) que temos da morte e as pessoas, em desespero, agarram-se a qualquer promessa que lhe façam, por menos sentido que essas promessas tenham!
Selvagens e belas. Crescem e vivem de uma forma espontânea, sem que ninguém faça pela vida delas... e no entanto pululam pelos nossos campos onde a mão do homem vai tendo pouca ou nenhuma interferência. Gosto desta irreverência assumida.
Perco-me com guias e roteiros e tenho vários. Há sítios de sonho perto de nós que nem imaginamos que existem! Precisamos é saber o seu paradeiro e depois metermo-nos ao caminho para passarmos um dia excelente... e diferente!
Há lugares a que não nos importamos de retornar. Há passados revividos que continuam a ser estimulantes. Há boas recordações que não queremos perder e volta e meia como que somos conduzidos lá... e deixamo-nos conduzir!
Este é o típico estendal poveiro. Um fio lasso esticado por um pau que se finca na janela da casa e eis o secadouro de roupa na rua, que ainda hoje se usa em certos bairros onde as tradições ainda têm peso. Ouve-se aquele som da roupa sacudida pelo vento e a cheirar a fresco... Sabe bem!
Quando não tínhamos uma aula no Liceu, uma vez que não nos deixavam sair, lá saltavamos as grades da parte de trás e íamos até ao café jogar uma bilharada! Eramos completamente loucos! Hoje, com aquelas teias de aranha, nota-se que ninguém precisa de saltar as grades! Outros tempos...
O Toque das Trindades, um conjunto lúgubre e dolente de nove badaladas em grupos de três toques intervalados, anunciando que devíamos regressar a casa, pois que a hora do jantar estava perto! Era tempo de se acabarem as brincadeiras por aquele dia, que no dia seguinte haveria mais...
Não levem a mal. São tendências a que não consigo fugir. Volta e meia lá volto eu ao lilás... a minha cor calmante... a minha cor fétiche! Sempre que me aparece... zás! Nunca deixo de a fotografar. Não lhe consigo resistir.
Facilidades?! Onde?! Como?! Quem as tem?! Pura e simplesmente não existem e tolo é quem as julga encontrar. Esta vida é um jogo viciado! Se isto tem o dedo de alguém... então está muito mal desenhado e muito desiquilibrado!
Fim de tarde com um polo e umas jeans, sem vento, temperatura amena, sentado numa esplanada, um fino e uns tremoços... só se ouve o disparar da máquina fotográfica para registar este momento magnífico, intervalado por uns goles de cerveja fresca...
Tudo me sugere... descanso... liberdade... ócio... descontracção... marulhar... modorra... paz... viagem... bonança... informalidade... vagar... embalo... catarse... calmaria... bolina... luar... Vou partir!
Na cidade é preciso andar atento, pois são tão poucos os pontos de interesse...! É preciso ir à procura deles, fazê-los ressaltar da paisagem, descobrir a beleza que algo sem beleza nos pode dar... e fazer o respectivo registo. São estas pequenas descobertas que fazem com que me sinta bem.
Como que guardiãs do velho barco, lá permanecem na amurada em vigia, para prevenirem qualquer ameaça externa que possa afectar o sossego e a paz bem merecidas daquela embarcação já velhinha e que, há anos atrás, foi brava no cumprimento do seu dever!
Há quem lhe chame arte. Há quem diga que é uma qualidade. A dissimulação é uma característica necessária à sobrevivência de alguns animais, mas quando transportada para o homem toma conotações lá não muito recomendáveis, já que a associamos a uma certa falsidade... Mas, pensando bem, não se pode confessar tudo, pois não?!
No meio de um quintal abandonado, encontrei esta maravilha! A luminosidade estava esplêndida e mal olhei a ideia da fotografia surgiu como um imperativo a que não pude fugir. Soube de imediato que ia ficar bem... e ficou!
Esquecido...! É o que esta foto me transmite de imediato. E quando nos esquecemos de coisas... do mal o menos! O pior é quando nos esquecemos das pessoas. Sentir-se ignorado dói imenso. Será, por certo, uma das piores maldades que poderemos fazer a alguém!
Acolhido a uma fresca, sentado num banco de jardim e a ouvir cair esta bica de água de um fontenário público...! Estou na cidade, mas é como se não estivesse! Tudo me conduz àquele sossego, que gosto que me embale. Vou ficar aqui mais um pouquinho...
Todos temos os nossos temores. Há imagens que nos atormentam. Há acontecimentos que não nos abandonam nunca. Há constrangimentos de que nunca nos libertamos. Há pesadelos que recidivam. Há fixações que nos assustam. Ufff... é bom acordar!!
Estas cornijas ainda vão aparecendo aqui e ali. São precisos é olhos para as verem e denunciarem os atentados de que são alvo. Embora a tratamento das flores não seja digno de nota, regista-se aqui a beleza do ornamento em si.
Não é preciso mais para nos fazer sorrir. Um dia bom, umas flores bonitas e umas ruínas que nos contam uma qualquer história, que nos sugerem uma certa aventura ou que nos descobrem um hipotético romance... e lá estamos nós a darmos largas à nossa imaginação!
Gosto de um passeio de domingo à segunda ou à quinta! Não importa o dia, mas o passeio. Não importa o acessório, mas o principal. É preciso ir, que depois sentimo-nos melhores. É preciso sacudir a modorra que nos prende as amarras!
Passava tempos infinitos com os meus Legos...! Construía, desconstruía, encaixava as peças de um outro modo... era um sem fim de possibilidades que se me deparavam em que o limite era a minha imaginação! Ahhh... e competíamos para ver quem fazia a casa mais gira!
De repente fui transportado ao tempo dos dirigíveis (zeppelins)que cruzavam os ares entre as duas Grandes Guerras. Não vingaram devido à perigosidade evidenciada pelo hidrogénio e pela fragilidade aos ventos laterais, mas eram imponentes no seu desenho e grandiosidade.
Podem pensar que é fixação, mas os sótãos estão-me na alma! Dói-me vê-los assim condenados ao desaparecimento. Aquela aura que eles continham para nós ainda crianças, ainda hoje perdura. Aqueles tectos inclinados, um menor pé direito, uma maior obscuridade... tudo contribuia para criar um ambiente único.
É curioso este logotipo dos CTT made in Estado Novo. Mantém aquela faceta dura, de uma certa austeridade imposta, traçado a régua e esquadro, a fazer lembrar (porque decalcada nela) o estilo da arquitectura nazi de Albert Speer. Há coisas que se notam à distância...
Mas o que é isto? Estarão a perguntar! Também não saberia se não tivesse sido eu a tirar o boneco. Faz parte da ornamentação de um centro comercial que tenho que atravessar todos os dias. Aquilo, mais que um centro comercial, é mais um corredor comercial com as lojas fechadas comme il faut, que a crise toca a todos!
Não tenho pêra e bigode, mas uso óculos desde os 50 anos. Vá lá que me aguentei até lá... e apenas os usei para o perto. Agora a coisa fia mais fino e uso óculos progressivos, mas com pouca coisita para o longe. Gosto de falar em longe e perto, em vez de usar os termos técnicos...!
Ainda se encontram pequenas relíquias na velha Póvoa. Este aqueduto levava em tempos a água até ao castelo da Póvoa. Hoje encontra-se praticamente desaparecido, devorado pela saga construtiva que a Póvoa viveu.