8.3.13

Ao correr da pena XIII

Queria escrever uma história, mas não com aquele final!
E então retomava a história desde o princípio, alterando até os nomes dos personagens e a trama lá ia desembocar àquele final que eu não desejava. Não havia meio de conseguir resolver o problema.
Deixei o projecto de parte, chegando quase a esquecer-me dele.
Num dia de sol lembrei-me que estava ali guardado num ficheiro e comecei a retocá-lo. Mudei umas coisas aqui, outras acolá e quando me preparava para o finalizar.... zás! Lá me aparecia de novo o fatídico final que eu tanto queria ver riscado daquela história!
Acho que há mesmo coisas contra as quais é inútil lutar e abandonei  a historieta de vez.

7 comentários:

Mona Lisa disse...

Tal como na vida...todas as histórias acontecem no seu tempo com final incerto , mas para o qual alguém contribuiu...

Beijos.



Boop disse...

É a condição humana... estamos condenados a repetir! Repetimos o que conhecemos, o que vivemos.
Mudar não é para quem quer.
Somos mais prisioneiros de nós mesmos do que de qualquer outra coisa!
(e não penses que sou derrotista - falo-te apenas do que sei profundamente do meu trabalho - eu bem sei o que custa romper com a própria história!)

Janita disse...

Mas tu não costumavas acreditar em fatalidades, Manel!
Aliás, sempre pensaste que nós é que escrevemos a nossa história, sem a capacidade de interferência de um poder mais forte do que a nossa vontade.
Em vez de abandonares a história, acho que a deves re-escrever, tantas vezes, quantas as necessárias, até lhe encontrares o final que te satisfaça...:)

Beijinhos, amigo!
Que tudo esteja bem contigo e com os teus.
Janita

L.S.A. disse...

Gosto das histórias em que não há fim.
Que interessa o fim seja ele qual for?

Margarida Belchior disse...

Muitas vezes é a melhor opção para nos libertarmos das teias em que nos deixamos e vemos enredados - e muitas vezes também, é a melhor forma de tomarmos consciência de quais são ... sem o que não nos conseguiremos libertar verdadeiramente delas.

Ana disse...

As nossas narrativas nem sempre são o que desejamos escrever. Mas quem as escreve por nós também não sabe rematá-las. É assim...
Temos de escrever umas linhas em cada dia, todos os dias, sem fim à vista!

Fatyly disse...

nunca desistas e deixa-a na gaveta o tempo necessário porque o tempo irá fazer das suas e num repente terás "o final feliz".

Beijos